{"id":13251,"date":"2023-04-23T21:16:59","date_gmt":"2023-04-24T00:16:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.peccicaccoadvogados.com.br\/?p=13251"},"modified":"2023-04-23T21:16:59","modified_gmt":"2023-04-24T00:16:59","slug":"por-vicios-em-imovel-stj-condena-construtora-a-pagar-r-45-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/?p=13251","title":{"rendered":"Por v\u00edcios em im\u00f3vel, STJ condena construtora a pagar R$ 4,5 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Pr\u00e9dio constru\u00eddo na regi\u00e3o do Br\u00e1s, na capital paulista, estava condenado<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, 18, a 4\u00aa turma do STJ, em decis\u00e3o un\u00e2nime, acolheu o pedido de empresa de confec\u00e7\u00e3o e condenou construtora a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 4,5 milh\u00f5es por v\u00edcios na constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel. Relator, ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha destacou que inexiste coisa julgada em pedidos distintos.<\/p>\n<p><strong>Entenda<\/strong><\/p>\n<p>Em 2005, uma empresa situada no Br\u00e1s, importante polo de confec\u00e7\u00f5es na capital paulista, contratou uma construtora para edificar pr\u00e9dio comercial com quatro andares e \u00e1rea total de 2.258 m\u00b2. Passados pouco mais de tr\u00eas anos de entrega da obra foram constatados v\u00edcios no im\u00f3vel.<\/p>\n<p>Trincas, vazamentos, infiltra\u00e7\u00f5es no telhado, fissura em todas as paredes, problemas no sistema hidr\u00e1ulico foram alguns dos defeitos apontados pelo contratante, que acionou a construtora para fazer os reparos.<\/p>\n<p>Em 2011, diante da passividade em consertar as avarias, a confec\u00e7\u00e3o ingressou com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo para obrigar a construtora a executar as reformas. Na \u00e9poca, o menor pre\u00e7o or\u00e7ado para realizar os reparos ficou em pouco mais de R$ 182 mil.<\/p>\n<p>Contudo, laudos periciais realizados no curso da a\u00e7\u00e3o apontaram que toda a constru\u00e7\u00e3o estava comprometida. O custo para realizar o reparo no pr\u00e9dio ficaria em cerca de R$ 6,6 milh\u00f5es. Enquanto a demoli\u00e7\u00e3o e a nova constru\u00e7\u00e3o custariam aproximadamente R$ 4,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira decis\u00e3o proferida pela 24\u00aa vara C\u00edvel de SP reconheceu a necessidade de fazer o reparo e condenou a construtora a arcar com o custo aproximado de R$ 182 mil, referente ao pedido inicial. Desta forma, a confec\u00e7\u00e3o requereu o pagamento do valor restante para repara\u00e7\u00e3o dos danos em nova a\u00e7\u00e3o, no montante de aproximadamente R$ 4,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2016, a construtora alegou nulidade do processo, requereu preclus\u00e3o e coisa julgada (j\u00e1 que havia a condena\u00e7\u00e3o de R$ 182 mil), mas n\u00e3o obteve \u00eaxito processual e foi condenada a pagar o restante da quantia. Em 2020, a construtora conseguiu reverter \u00e0 decis\u00e3o e a demanda foi parar no STJ.<\/p>\n<p>Em julgamento do recurso especial na 4\u00aa Turma do STJ, ocorrido nesta ter\u00e7a-feira, 18, o ministro relator Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha disse que n\u00e3o se trata apenas diferen\u00e7a de valores, mas de danos materiais apurados em maior gravidade que os inicialmente indicados. &#8220;Se ambas as a\u00e7\u00f5es t\u00eam pedidos que diferenciam na extens\u00e3o n\u00e3o pode se dizer que tenha sido formada a coisa julgada&#8221;, destacou o ministro.<\/p>\n<p>Os ministros acataram a tese defendida e entenderam que\u00a0inexiste coisa julgada em pedidos distintos.<\/p>\n<p>O advogado Gustavo Chalfun (Chalfun Advogados Associados) representou a empresa de confec\u00e7\u00e3o em conjunto com o advogado Fabiano Carneiro Pereira.<\/p>\n<p>Processo: REsp 2.046.349<\/p>\n<p>Fonte: Migalhas<br \/>\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/385086\/por-vicios-em-imovel-stj-condena-construtora-a-pagar-r-4-5-milhoes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00e9dio constru\u00eddo na regi\u00e3o do Br\u00e1s, na capital paulista, estava condenado Nesta ter\u00e7a-feira, 18, a 4\u00aa turma do STJ, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,8],"tags":[],"class_list":["post-13251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-direito-imobiliario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peccicacco.iwwwo.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}